Organização firmou parceria com o laboratório Wezai para fornecer os testes com valores especiais. O exame detecta todas as variantes do vírus.
Por Pedro Parisi, de Belo Horizonte
Todos que forem participar da grande final da CIMTB Michelin 2020 (atletas, acompanhante, expositores, organização, fornecedores, etc.) serão obrigados a fazer o teste COVID-19 na entrada do evento, que será realizado em Congonhas, de 2 a 4 de julho, na pista da Fazenda Sossego, emm Carandaí. O teste terá um desconto de 50%, viabilizado pela parceria da CIMTB Michelin com o laboratório Wezai.
Para adquirir o teste cada pessoa deve entrar no site www.cimtb.com.br, clicar em ADQUIRIR TESTE COVID-19 e seguir o passo a passo. Cada teste custará R$65 mais a taxa de R$ 4,00 e pode ser pago no cartão de crédito, PIX ou boleto. Além do pagamento antecipado, cada participante deverá levar preenchida a ficha do Ministério da Saúde, que é obrigatória, que está disponível para download no momento da compra do teste.
No local do evento, a organização montará uma estrutura para realizar esses testes, com áreas pré e pós-testagem. Caso tenha o resultado negativo para o vírus, ela receberá uma pulseira para ter acesso aos três dias de evento, passando pela barreira sanitária com controle de temperatura e deverá seguir os protocolos com uso de máscara, cobrindo nariz e a boca, e higienizando as mãos com frequência. Quem testar positivo fará um exame de redundância, pago pela organização do evento. Caso seja confirmado o positivo, a pessoa será encaminhada às autoridades sanitárias da cidade para os devidos cuidados.
A ideia, de acordo com o diretor técnico da empresa e biomédico, Wellington Lellis, é criar um ambiente seguro, com o número de focos de contaminação reduzidos ao mínimo. “O teste, que é fabricado no Canadá e na Alemanha, detecta quem está transmitindo o vírus. Como vamos testar 100% da população do evento, teremos esse controle quase que total”, explica.
O teste é importante, de acordo com ele, porque mais de 80% das pessoas que transmitem o COVID-19 são assintomáticas. Portanto, elas não sabem que estão contaminadas e acabam transmitindo para familiares e contatos próximos. “É uma tecnologia de ponta, capaz de identificar todas as variantes com um nível altíssimo de acerto”, conta o diretor de operações da Wezai, Ralfer Zaidan.
“O teste garante que você não teve contato com o vírus até os três dias anteriores. Então existe a probabilidade mínima de o paciente ter se contaminado na véspera do evento. Por isso, nós vamos manter todas as medidas profiláticas durante o evento, e orientar as pessoas a manterem os protocolos enquanto não estiverem no ambiente controlado”, explica Wellington.
A operação dos testes estará à disposição do público a partir de quinta-feira, 1º de julho, para adiantar o processo de quem não quiser se arriscar e fazer o protocolo em cima da hora nos dias das competições. Sexta os testes serão das 9h00 às 18h00. No sábado, a estrutura para os testes estará disponível a partir das 6h30 por causa da largada das mulheres às 9h00 e vão até 18h00. Já no domingo os testes vão das 6h30 às 10h00 e, a partir deste horário, nenhuma pessoa que não fez o teste poderá entrar no Parque Ecológico da Cachoeira.
Para o organizador da CIMTB Michelin, “montar essa logística para proporcionar um evento com a máxima segurança e qualidade é um grande desafio. Mas é necessário nestes novos tempos que estamos vivendo. Para nós o grande desafio é ter a confiança das pessoas que o evento vai marcar um novo momento de retomada das atividades esportivas. Mas o sucesso dependerá de todos que estiverem participando usando máscaras, mantendo o distanciamento, evitando abraços, higienizando as mãos, etc.”.
Principais dúvidas e respostas que surgiram após a confirmação da realização dos testes de COVID-19 na CIMTB Michelin:
- Posso levar o resultado do exame feito em outro laboratório no dia do evento e não fazer o teste no local do evento?
Não pode. Todos deverão fazer o teste na entrada do evento - Eu já vacinei com duas doses de COVID-19. Preciso fazer o teste?
Sim. Todos deverão fazer o teste mesmo quem tomou uma ou duas doses da vacina. A pessoa que tomou a vacina pode ser portadora do vírus e estar assintomática, sendo transmissora para outras pessoas. - Só os atletas devem fazer os testes?
Não. Todas as pessoas que participarem do evento e tiverem que entrar no Parque Ecológico da Cachoeira serão obrigadas a fazer o teste. Expositores, fornecedores, funcionários do parque, funcionários da Prefeitura Municipal, imprensa, equipe da organização do evento, atletas, acompanhante do atleta, etc.) - Sou atleta e quero levar toda minha família para o evento. Posso?
Não pode. Cada atleta pode levar no máximo um acompanhante para o evento. Mas caso um amigo seu esteja participando sem levar acompanhante, ele pode levar alguém da sua família. - A categoria Mirim, para crianças até 11 anos, vai acontecer?
Infelizmente não. Em função do protocolo a categoria Mirim foi excluída neste momento do evento. Como normalmente nessa categoria a família participa em peso ela estaria fora das diretrizes do protocolo. - Vou competir e levar meu filho comigo.Ele deverá fazer o teste?
Depende da idade. Crianças a partir de 6 anos serão obrigadas a fazer o teste. - Como é o teste? Sangue ou nasal?
O teste é feito pelo nariz. É rápido de fazer e não causa dores. - Posso pagar o teste no local do evento?
Não recomendamos. Quem deixar para pagar no local do evento terá que enfrentar duas filas sendo uma para pagar e outra para fazer o teste. Será muito mais fácil e rápido adquirir os testes antecipadamente pelo site. Além disso, no local do evento o pagamento só será aceito com cartão de débito. - Posso fazer o teste no dia da minha prova?
Não recomendamos, mas se não tiver outra alternativa, chegue cedo para fazer o teste. Não atrasaremos as largadas se algum atleta estiver no procedimento dos testes. - Quanto tempo demora o teste?
O teste, depois de coletado, pode ter seu resultado variando entre 15 e 30 minutos, mas não podemos esquecer do tempo gasto nos procedimentos pré testes. O mais importante é que todos tenham o formulário do Ministério da Saúde preenchido e assinado, documento com foto e comprovante de pagamento em mãos. Isso vai agilizar demais a velocidade de todo o processo. - Como será a logística dos testes?
Teremos uma fila para todos os atletas e acompanhantes e outra para expositores e organização que estiverem comprado os testes pela internet. Quem não comprou pela internet deve pegar a fila para pagar e depois se dirigir a outra fila para fazer os testes. Antes de fazer os testes, cada pessoa deverá entregar o questionário do Ministério da Saúde preenchido e assinado. NÃO ESQUEÇA DE LEVAR ESTE QUESTIONÁRIO IMPRESSO POIS É OBRIGATÓRIO. Depois de fazer o teste, teremos uma outra área pós teste para as pessoas aguardarem os resultados que saem com cerca de 15 minutos. LEMBREM-SE: Uso de máscara obrigatório o tempo todo. Com o resultado negativo a organização colocará uma pulseira identificando que o teste foi negativo. Não retire a pulseira pois sem ela não será possível entrar nos demais dias, até domingo.
Ralfer e Wellington participaram da edição #100 do podcast da CIMTB Michelin. Para ter mais informações sobre esse assunto, clique aqui e ouça a conversa.







Com o crescimento do esporte nos anos 2000, o equipamento passou a ficar mais confiável e eficiente. Até que, com a entrada das transmissões de TV, o formato mudou e as competições passaram a ser mais curtas e técnicas. “A modalidade era mais endurance até então. Eram voltas de sete a oito quilômetros, com provas de mais de duas horas. Em 2009, a gente estava no mundial, quando o Nino Schurter ganhou pela primeira vez. A partir daí, entrou o aro 29 para nunca mais sair. Foi o marco desta transição”, remonta.
Com mais de 20 anos de experiência com os medidores de potência, Hugo Prado Neto, conta que os primeiros protótipos portáteis, possíveis de serem utilizados em treinos de estrada, foram criados em 1986 pelo engenheiro-médico alemão Ulrich Schoberer, fundador da Schoberer Rad Messtechnik (SRM).

Jane começou a carreira de atleta profissional com 15 anos no tênis e só descobriu o mountain bike em 1993, com 27 anos, quando a vida de tenista ficou inviável financeiramente. “Na época, eu tinha ganhado um campeonato de tênis, e estava com o dinheiro disponível. Como não ia mais continuar no tênis, resolvi comprar uma mountain bike para passear na cidade e manter minimamente a forma”, lembra Jane.
Jane estava presente no primeiro evento na Pedra do Sino, em Carandaí, onde nasceu a CIMTB Michelin, em 1996. “Eu ganhava tudo no Brasil. Naquela época éramos só eu e a Adriana Nascimento, praticamente. E eu tinha uma mentalidade muito competitiva. Entrava para ganhar nas competições. Mas eu lembro da primeira vez que perdi para a Jaqueline Mourão, num evento do Rogério (Bernardes, organizador da CIMTB), em Pedra do Sino, em 1996. Fiquei tristíssima”, relembra. “A Jaque é uma pessoa que eu sempre admiro e aplaudo pela atleta que ela é. Ela tem o físico perfeito para o mountain bike. É muito forte”, complementa.
Mas essa não foi a única dificuldade que Jane enfrentou na carreira. Ela conta que, desde pequena, se interessava muito por todos os esportes, mas que sofreu preconceito por ser atleta mulher desde sempre. “Eu sofri muito com o descrédito. As pessoas olhavam para mim e falavam ‘mountain bike é esporte de peão, o que você está fazendo nisso?’. No tênis também aconteceu muito. Só que eu pegava isso e transformava em treino. Eu descontava tudo no paredão e no pedal”, desabafa.
“Chegou em um momento da minha vida que eu falei pro César, meu marido, que eu precisava voltar a pedalar, sentir a emoção da largada de novo, me reconectar com a natureza. E eu queria voltar para o mountain bike. Mas, como eu já tinha 43 anos, com filhos, menos destreza e as pistas estavam muito mais difíceis, e preferi ir para o triatlo”, relembra sobre sua segunda troca de modalidade, na qual teve muito sucesso em sua categoria, com um título panamericano em 2010, em Vitória, Espírito Santo.




A também multidisciplinar Patrícia Loureiro, bicampeã mundial master, nove vezes campeã brasileira de downhill e competidora da elite no cross country e E-bike, percebe que ainda existe uma certa dificuldade dos atletas em focarem mais nos treinos técnicos em qualquer modalidade do ciclismo.
João Sodré, atleta Master de BMX, cross country, e treinador com 25 anos de experiência em diversas modalidades, também avalia que a questão técnica é crucial para atletas em qualquer nível. “Com o avanço da metodologia de treinamento e as novas tecnologias, os atletas atingiram um nível de condicionamento físico muito próximo e, muita das vezes, o que os diferencia é o domínio da parte técnica e manuseio da bike”, explica


A Redstone tem como proposta estar presente em todo território nacional. “Nosso objetivo é fazer com que nossas bikes cheguem a todos os cantos do Brasil, fazendo com que todos conheçam nossa marca, a qualidade dos nossos produtos e assim ganharmos um espaço de destaque no cenário nacional”, explica Romário Silva, gestor de marketing da empresa.


“Naquela época eu já trabalhava com som, e eu que fiz a instalação desse primeiro evento em Pedra do Sino, no Hotel Fazenda. Mas, nesta primeira vez, ainda não fui eu quem fiz a locução”, lembra Vavá. Quem acabou fazendo o trabalho foi o organizador do evento, Rogério Bernardes, depois que o locutor oficial não compareceu ao local.
De acordo com ele, de alguns anos para cá, liderados pela CIMTB Michelin, alguns eventos nacionais passaram a ter uma organização profissional, como esses, por exemplo. “Com a profissionalização, os patrocinadores começaram a ter confiança para investir nos eventos. Isso acabou aumentando o patrocínio para os atletas e equipes, o que gera um consumo maior de produtos de ciclismo, que retorna para as fábricas e para os patrocinadores. Então, é um ciclo muito virtuoso que vivemos na copa há algum tempo”, diz Vavá



O atleta participa de eventos da CIMTB Michelin desde o ano 2000, e foi essencial para trazer a etapa de abertura da Copa do Mundo de Mountain Bike 2022, que será realizada em Petrópolis.













