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Brasil é incluído como uma das etapas de Copa do Mundo da UCI

País irá sediar última etapa da Copa do Mundo de XCE. Evento acontece de 22 a 24 de novembro. 

Que o mountain bike tem crescido no Brasil não é segredo pra ninguém. Hoje temos o país nos primeiros lugares do ranking da União Ciclística Internacional, tanto no masculino com Henrique Avancini quanto no feminino com a Raiza Goulão. Mas não são apenas os atletas que lutam com mtb nacional. A equipe da CIMTB Levorin, em parceria com a CBC e City Mountain Bike, tem feito isso e será a responsável pela Copa Mundo de Eliminator, que acontece de 22 a 24 de novembro. É a primeira vez que uma etapa de Copa do Mundo de Mountain Bike XCE é incluído na América Latina.

Brasil irá fechar calendário Mundial da UCI (Foto: Reprodução)

Em 2018 o Brasil fará o fechamento da temporada mundial e a CIMTB Levorin está em fase de selecionar a cidade-sede. “Será uma grande honra sediarmos a grande final da Copa do Mundo de XCE. É a materialização de um projeto de longo prazo que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Neste momento estamos avaliando as possíveis cidades no Brasil que preenchem os pré-requisitos para sediar o evento”, explicou o organizador da CIMTB Levorin, Rogério Bernardes.

Avancini considera que Copa do Mundo abre novos caminhos (Foto: Thiago Lemos)

Atletas
Atualmente em 5º lugar no ranking da UCI e hexacampeão na CIMTB Levorin, Henrique Avancini (Cannondale Factory Racing), afirmou que o mountain bike brasileiro está entre os melhores do mundo. “Não só eu como atleta, o mtb brasileiro está entre os melhores do mundo. Temos uma grande qualidade de organização de competições, comparado às melhores provas do mundo e é mais do que justo e inteligente por parte da UCI trazer uma etapa da Copa do Mundo de Eliminator para o Brasil”, comentou.

O XCE é uma modalidade que surgiu em 2010 e Henrique afirma que é uma prova que se encaixa com facilidade em ambiente urbano. “É uma modalidade relativamente nova e que a UCI pecou um pouco no formato quando lançou. Agora está tentando reajustar a aplicação do Eliminator que é uma modalidade que traz a possibilidade de ter uma demonstração do mtb de uma maneira mais dinâmica e rápida com um toque urbano. Então, teoricamente é um formato que pode ser aplicável em qualquer grande cidade e em qualquer centro urbano”, explicou.

“XCE é uma prova de velocidade e muito disputada”, diz Cocuzzi (Foto: Thiago Lemos)

Para Henrique, ter uma Copa do Mundo de Eliminator no Brasil é uma oportunidade para o crescimento do esporte e para atletas. “É um grande passo para o desenvolvimento do Eliminator a nível global, também para o Brasil e atletas. Uma nova possibilidade e um novo formato de desenvolvermos novos competidores. Talvez o atleta que não seja resistente para o Cross Country Olímpico (XCO) ou para uma Maratona, consiga desempenhar bem em uma prova mais explosiva e de velocidade como é o Eliminator. Isso é uma coisa que já vem acontecendo na Europa; alguns atletas que não conseguiam se consolidar profissionalmente no XCO ou em provas mais longas, agora têm mais uma possibilidade de se desenvolverem esportivamente através do Eliminator. Acredito que amplie mais o leque para que novos atletas se desenvolvam e que o esporte tenha cada vez mais alcance”, concluiu.

O atleta Luiz Henrique Cocuzzi (Equipe Lar Scott) também concorda que uma Copa do Mundo de Eliminator abre novos caminhos. “É muito importante para o mtb brasileiro ter provas dessa magnitude sendo realizadas aqui. Provas desse nível atrai público, divulga nosso esporte, aumenta o nível de nossos atletas e também incentiva novos amantes do mountain bike. O XCE é uma prova de velocidade e muito disputada o tempo inteiro. Eu gosto muito desses estilo de prova”, disse.

Rubinho afirma que Copa do Mundo será motivadora para o esporte (Foto: Luiz Blanco)

Experiente no mtb, com três Olimpíadas no currículo, o atleta Rubens Donizete Valeriano (Sense Factory Racing), diz que uma Copa do Mundo de XCE é um passo que está de acordo com a evolução do mtb no país. “A evolução do mtb no Brasil está cada ano maior e um exemplo disso é o Henrique Avancini. Fazendo um trabalho a longo prazo, ele conquistou um resultado histórico no Mundial. Ele sempre pensou no mtb como um todo e em Londres ajudou o Brasil a conquistar a vaga nos Jogos Olímpicos. É disso que o esporte precisa, de parcerias. Pensando por este lado, é muito importante as marcas apoiarem atletas”, explicou.

Segundo ele, uma Copa do Mundo de XCE vai levar a emoção do mtb para o público emoção. “O Eliminator é uma prova emocionante e competitiva que um pequeno erro faz toda diferença. NO XCO você tem mais tempo e consegue criar estratégias. Vai ter atletas de nível alto e eu acho que isso é motivador para muitos competidores brasileiros”, comentou.

Raiza, Isabella, Rubinho e Cocuzzi representam o Brasil no Pan

Quatro dos principais ciclistas da CIMTB Levorin formarão a delegação brasileira do mountain bike nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, neste fim de semana. A goiana Raiza Goulão, os mineiros Isabella Lacerda e Rubinho Valeriano e o paulista Luiz Henrique Cocuzzi estarão na disputa por uma medalha na prova de cross country, no domingo (12).

Entre as mulheres, as brasileiras terão fortes adversárias, como a mexicana Daniela Campuzano, campeã da primeira etapa da CIMTB Levorin 2015, em Araxá. “Vou em busca do meu melhor, desejo finalizar entre as cinco primeiras pelo menos. Quero conseguir representar bem o Brasil e também seguir em forma para o restante da temporada”, disse Raiza, prestes a competir no Pan pela primeira vez, assim como Isabella.

“Apesar de ser uma competição classe 3 [de baixa pontuação para o ranking mundial, segundo os critérios da UCI], o Pan é muito importante, porque é o evento que antecede a Olimpíada, servindo como preparação para o Rio 2016. Poder representar o país num evento tão importante será uma experiência incrível, estou muito feliz”, afirmou Isabella.

Na prova masculina, o Brasil contará com a experiência de Rubinho Valeriano, medalhista de prata no Pan do Rio de Janeiro, em 2007, e quinto colocado nos Jogos de Guadalajara, em 2011. Cocuzzi, por sua vez, fará a estreia na competição continental.

“O Pan vale poucos pontos UCI, mas representar o nosso Brasil é uma responsabilidade e uma emoção muito grandes. O reconhecimento obtido com uma medalha é algo inestimável”, declarou Rubinho. “Sendo um atleta sub-23 ainda, é uma vitória receber a convocação para fazer parte da delegação brasileira no Pan. Representar o país é uma grande responsabilidade, mas estou tranquilo e tentarei fazer o melhor”, disse Cocuzzi.

Raiza, Isabella, Rubinho e Cocuzzi conquistam pontos UCI na Europa

Os ciclistas brasileiros que competiram na Europa neste fim de semana tiveram motivos para comemorar. Espalhados por três países – Polônia, República Tcheca e Suíça -, Raiza Goulão, Rubinho Valeriano (ambos da AOO Specialized), Isabella Lacerda (LM/Shimano) e Luiz Henrique Cocuzzi (Lar/Scott/Shimano) conquistaram importantes pontos para o ranking mundial da UCI (União Ciclística Internacional).

No sábado (20), a goiana Raiza enfrentou problemas na Polônia e terminou na 13ª colocação o Jelenia Gora Trophy – Maja Wloszczowska XCO, prova Hors Class, como a etapa de Araxá da Copa Internacional Levorin de Mountain Bike. A ciclista cravou 1h51min58s – 14 minutos atrás da campeã, a polonesa Maja Wloszczowska -, somando 16 pontos UCI. Já no domingo (21), a goiana conquistou 25 pontos ao finalizar em quarto a Czech MTB Cup, com o tempo de 1h33min30s, a menos de três minutos da tcheca Karla Stepanova, vencedora.

A mineira Isabella, por sua vez, foi a melhor brasileira do Jelenia Gora Trophy, terminando na sexta colocação, em 1h46min24s. Com o resultado obtido na prova Hors Class, Isabella somou 35 pontos nos rankings olímpico e mundial da UCI (União Ciclística Internacional).

O desgaste físico foi o maior inimigo do mineiro Rubinho, que precisou superar as cãibras na disputa de sábado para manter a nona colocação, em 1h44min46s, e conquistar 24 pontos UCI na prova vencida pelo polonês Marek Konwa (1h37min10s). No domingo, Rubinho cruzou a linha de chegada com o tempo de 1h33min54s, na 16ª posição. O vencedor foi o theco Jaroslav Kulhavy (1h24min29s).

Em solo suíço, no domingo, o paulista Cocuzzi encerrou a Argovia Geax-Fischer Bike Cup, prova de classe 2 realizada em Lostorf, na quinta colocação, conquistando 10 pontos nos rankings mundial e olímpico da UCI.