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CIMTB Levorin: Com lotação máxima em hotéis, Congonhas estima injeção de R$ 500 mil na economia

A cidade de Congonhas está ansiosa à espera da terceira e última etapa da Copa Internacional Levorin de Mountain Bike, realizada entre 6 e 8 de novembro no município mineiro. A rede hoteleira e o comércio em geral se preparam para receber cerca de 1.700 ciclistas de 19 estados brasileiros, além de alguns europeus. Com todos os quartos de hotéis reservados, a cidade estima uma injeção de mais de R$ 500 mil na economia local ao longo dos três dias de evento.

“Além da rede hoteleira e de todo o comércio, existem alguns números que não conseguimos nem computar, como os gastos em postos de gasolina para abastecer o carro, por exemplo”, afirma Marcelo Maciel, assessor da diretoria de Turismo de Congonhas.

Os frutos por sediar a competição, entretanto, não serão colhidos apenas durante as provas de mountain bike (Desafio da Ladeira e XCM) e a CIMTB Extreme Night Run. Segundo Maciel, a repercussão internacional do evento ajuda a promover a “Cidade dos Profetas”, reconhecida há 30 anos como Patrimônio Cultural da Humanidade, título concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação).

“Boa parte dos atletas que vêm competir traz a família. E essas pessoas saem para conhecer os pontos turísticos enquanto o familiar compete ou faz o reconhecimento dos circuitos. Muitos turistas acabam retornando para Congonhas por terem conhecido a cidade por meio da CIMTB Levorin”, ressalta Maciel.

Pontos turísticos – Composto por 78 esculturas em tamanho natural, o Santuário Bom Jesus de Matosinhos é o local mais concorrido pelos turistas em Congonhas. O conjunto começou a ser construído em 1757, com o dinheiro coletado pelo português Feliciano Mendes, determinado a concluir o projeto ainda em vida, depois de contrair grave doença enquanto trabalhava nas minas de ouro. Porém, o santuário só foi finalizado mais de um século depois, em 1875.

No local, deixaram sua contribuição artistas como Manoel da Costa Ataíde, Francisco Xavier Carneiro, João Nepomuceno Ferreira e Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Ao todo, são 78 esculturas em tamanho natural, sendo 12 profetas dispostos no adro da igreja e confeccionados em pedra-sabão, além de imagens representando os Passos da Paixão de Cristo. O francês Germain Bazin, um dos principais estudiosos do barroco mineiro, considera o Santuário Bom Jesus de Matosinhos “a última aparição de Deus evocada pela mão do homem”.

Também são destaques turísticos em Congonhas os Museus Romaria e da Imagem e Memória, as Igrejas de Nossa Senhora da Conceição e do Rosário, além do Parque da Cachoeira. Congonhas pode ser percorrida a pé, basta aos turistas estarem dispostos para subir e descer as ladeiras da cidade e entrarem nas igrejas que abrigam as obras de Aleijadinho, seu mais ilustre cidadão.